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Santo André: História que Traz História...

Curiosidade
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Nas nossas últimas publicações sobre Santo André, falamos a respeito da atualização dos itinerários na cidade e mais recentemente sobre a entrega dos veículos novos com ar condicionado. Sobre os itinerários, apontamos os principais aspectos de tais modificações e deixamos claro tratar-se  apenas de modificar forma de apresentação da descrição de origem e destino, porém, sem alteração de trajeto.

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Já é possível se perceber, novamente, pequenas alterações sendo exibidas na tentativa, talvez, de eliminar pequenas confusões de destino. A linha I05 retirou da volta a informação VIA EST. STO ANDRÉ e atualizou com VIA AV. D. PEDRO I. Sem dúvida, uma alteração muito importante para identificação de trajeto – origem/destino.

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A linha B11 também sofreu uma sutil alteração. Na volta, também retirou VIA EST. STO. ANDRÉ e atualizou com VIA CARIJÓS.

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Na linha T27, alguns veículos exibem agora a informação de VIA POUPATEMPO no lugar de SHOP ATRIUM.

Vale dizer que esta pequena atualização ainda não está configurada em todos os veículos. Mas por que falar de algo tão sutil se ainda não contemplou a todos os veículos? Porque, numa breve pesquisa, ao conversar com pessoas que utilizam o transporte da cidade para saber se compreendem as informações contidas nos itinerários das linhas municipais, descobrimos uma outra coisa interessante para ser esclarecida: a maioria dos usuários desconhece o significado das letras expostas nos itinerários. Que os mais jovens desconheçam o motivo, seria pertinente (até pela idade deles), mas há também, pessoas numa faixa etária maior que não se lembram ou realmente desconhecem tal código.

Em Santo André, há 2 subdistritos separados por uma linha de trem (linha 10 Turquesa da CPTM): lado oeste (1º) e lado leste (2º). Raramente na cidade, você ouvirá algum andreense se referir a esta divisão desta maneira - oeste e leste. Eles sempre dizem: “lado de cá da linha do trem; lado de lá da linha”. Sempre foi assim, aliás, é uma característica andreense fazer referências pela finalidade, pelos atributos a determinados pontos da cidade. Veja alguns hábitos deles: a rua Luiz Pinto Fláquer, é a “rua que sobem os ônibus”; a Siqueira Campos, “a rua que descem os ônibus”, a Senador Fláquer, “a rua dos bancos”, a Oliveira Lima, “a rua das lojas, o calçadão”, Xavier de Toledo, “rua da delegacia”, para citar alguns exemplos.

O lado Oeste (o lado de cá da linha) é mais dinâmico, é onde se encontram principais hospitais, escolas, faculdades, a grande parte comercial; o Leste (lado de lá da linha) é mais tranquilo, é uma espécie de “dormitório” como dizem alguns aqui na cidade. Devido à sua extensão, a cidade necessitava de conexões mais eficientes entre os subdistritos, principalmente no que se referia à linhas de ônibus. Foi, a partir desta necessidade, de estudos apontados e da cobrança de alguns munícipes que se concretizou uma ligação por ônibus conectando os dois subdistritos.

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A reestruturação das linhas se deu na 1ª gestão do então prefeito Celso Daniel (PT/1989). Com um projeto que reformulou e modificou o sistema de transporte da época, não só no atendimento, no visual das empresas (troca de veículos e nova pintura), mas também na forma de prestação de serviços, nasceu uma nova forma de mobilidade, de deslocamento na cidade.

Tal mudança ocorreu em vários aspectos:

  • criação da EPT - Empresa Pública de Transporte que começou como gerenciadora e depois virou uma empresa operadora do sistema no lugar da viação Alpina ltda a qual não concordara com a proposta de reformulação nos moldes apresentados;
  • as linhas sofreram alterações: umas foram extintas, algumas encurtadas ou ampliadas, outras criadas;
  • criação de um layout de pintura padronizado, porém com padronização parcial, ou seja, todos os ônibus ostentavam “o mesmo desenho” na lateral do ônibus, com alterações de cores, apenas (antes, cada empresa tinha uma pintura própria, particular);
  • aumento da circulação de ônibus visto que as empresas começaram a ganhar por quilômetro rodado;
  • foi neste novo sistema chamado de municipalizado, que se iniciou uma prática existente até hoje: não havia empresas de ônibus municipais com prefixos repetidos, quer dizer, somente um ônibus na cidade tinha aquele número;

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Linha criada com a reestruturação

A partir destas alterações, a linha passou a ser identificada por um código alfa numérico. Antes era somente o número, colocado, pela maioria das empresas locais, dos dois lados da caixa do itinerário (dependendo da carroceria do veículo – Gabriela, Bela Vista, para citar duas delas).

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Nesta nova forma de apresentação de destino e origem da linha, na frente do número, foi acrescentada uma letra que caracterizaria o tipo de trajeto a ser feito por aquele veículo (usado até hoje, porém já descaracterizado em parte), estampada no letreiro principal e também num adesivo colado no para-brisa do ônibus (na cor da empresa).

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Na ocasião, pela necessidade da prestação de esclarecimento das mudanças, foi criado um jornal informativo com todas as linhas da cidade e com as alterações sofridas a partir da reestruturação.

Vejamos como ficaram as empresas e sua nova forma de prestação de serviço, num antes e depois da municipalização do transporte. Na municipalização, todos os veículos ostentavam “ST” na lateral, representando Secretaria dos Transportes criada na ocasião.

Viação Curuçá manteve sua cor tradicional (o verde claro), sua forma de prefixação (sempre números ímpares, mas nesta nova etapa, com “zero” antes do número) e para diferenciar de outra empresa com a mesa cor, depois de um tempo, ganhou a saia (cor colocada abaixo do friso)

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Transporte Coletivo Parque das Nações Ltda perdeu completamente sua identidade visual. Na reestruturação ganhou a cor verde clara. Manteve sua forma de prefixação (sempre número pares).

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Viação Padroeira do Brasil Ltda também perdeu totalmente sua caracterização particular. No novo sistema, começou a ostentar a cor laranja (sem saia), seu prefixo de identificação passou

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Viação São Camilo Ltda manteve sua cor municipal. Para diferenciar da anterior, ganhou saia. Sua prefixação estava relacionada à dezena 300. Manteve também a característica de prefixos pares.

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Viação Alpina foi substituída pela EPT (Empresa Pública de Transportes) que assumiu a frota, a garagem, os itinerários da Alpina. Os carros que eram da Alpina, tiveram os prefixos alterados para a centena 400, ou seja, este 421 da EPT, era o antigo prefixo 121 da Alpina.  A EPT utilizou prefixos com a dezena 400 e 500.

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Viação São José de Transportes Ltda manteve uma de suas cores padrão – o azul marinho. Sua ordem de prefixação ostentava as dezenas 600 e 700, com números pares.

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E.A.O Circular Humaitá Ltda manteve o seu tradicional verde escuro (com saia) e passou a ser prefixada com as dezenas 800 e 900 (no início da padronização pares e depois de um tempo começou a ostentar prefixos ímpares também)

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Como se pode notar, todos os ônibus da 2ª foto de cada empresa têm o mesmo layout de pintura com ou sem saia. Também se nota o adesivo no alto do para-brisa com a letra e o número da linha na cor da empresa. Mas... o que significam estas letras e qual a finalidade delas junto aos números?

As letras foram adicionadas ao número para indicar o tipo de trajeto feito por aquela linha. Embora não pareça, elas têm uma função importantíssima no que se refere ao destino ou origem da linha. Vejamos quais são e o que representam:

Letra B – indicam ligação entre bairros passando pelo centro (atualmente está descaracterizada por duas linhas: B31 – que não passa pelo centro e B64 que não liga dois bairros entre si e sim um bairro a um terminal central). As linhas com o código “B” são:

B11 – Bairro Paraíso – Vila Guiomar

B13 – Jardim Aclimação – Vila Alice

B19 – Jardim Aclimação – Bairro Campestre/Rodoviária

B21 – Cidade São Jorge – Bairro Campestre

B31 – Cidade São Jorge – Vila Luzita

B47 – Vila Luzita – Vila Palmares via Prestes Maia

B51 – Jardim Oriental – Jardim Bom Pastor

B63 – Jardim Alvorada – Vila Palmares via Catequese

B64 – Estação Sto. André – Fundação

*** As linhas B13, B19, B47 e B63, aparecem acima discriminadas com seus itinerários atuais. No início desta reestruturação, liam-se:

B13 – Jd. Sta. Cristina via Vila Junqueira/Vila Alice

B19 – Vila Junqueira/Bairro Campestre

B47 – Jd. Sto. André/Vila Palmares

B63 – Jd. Estela via Hosp. Brasil/ Vila Palmares

  • A partir da inauguração do Sistema Integrado Vila Luzita, a B47 depois começou a entrar no terminal Vila Luzita. Quando se deu este fato, ela começou a exibir no letreiro Term. Vila Luzita via V. Suíça

Letra “I” – Indica ligação entre subdistritos 1 e 2 (lado leste e oeste). Estas linhas foram criadas para melhorar a conexão entre os lados do município. Sua criação extinguiu algumas que faziam parte de seu trajeto. As linhas com código “I” são todas abaixo da dezena 10:

I01 -  Fundação – Jardim Alzira Franco

I02 – Cidade São Jorge – Jardim Ana Maria

I03 – Jd. Bom Pastor – Parque Capuava

I04 – Jd. Alvorada – Parque Capuava

I05 – Vila Rica – Estação Utinga

I06 – Jardim Bom Pastor – Estação Utinga

I07 – Bairro Paraiso – Vila Lucinda

I08 – Jardim das Maravilhas – Hospital Mário Covas via Pereira Barreto

*** As linhas I02, I04 sofreram alteração de itinerário. Antes, ostentavam as seguintes informações e iniciavam suas linhas nos bairros da esquerda:

I02 – Centreville – Jd. Ana Maria

I04 – Jd. Las Vegas – Pq Capuava

 

Letra “T” – indica ligação entre um bairro e um terminal central. As linhas com código “T”são:

T12 – Jardim Alzira Franco – Centro

T12C – Alzira Franco via Jd. Rina – Terminal Leste

T14 -  Jd. Ana Maria via Cassaquera ou av dos Estados – Centro

T15 – Hospital Mário Covas via Jd. do Estádio – Estação Sto. André

T16 – Parque Capuava via J. Ramalho – Perimetral

T17 – Jardim Alvorada via Carijós – Uni ABC

T18 – Parque Capuava via Jd. Rina – Perimetral

T23 – Cidade são Jorge – Estação Sto. André

T24 – Estação Utinga – Terminal Leste

T25 – Vila Suíça via Guaianazes – Uni ABC

T27 – Condomínio Maracanã – Estação Sto. André

T28 – Jardim Mirante via Gerassi – Estação Sto. André

T29 – Vila Suíça via Queirós Filho – Estação Sto. André

T56 – Jardim Utinga – Estação Sto. André (substituída e ampliada)

*** As linhas 14, 18 e 28 são derivadas das linhas T12R, T16R e T27R

Devido à criação de um terminal de bairro e sua ligação com o centro via corredor (o Sistema Integrado Vila Luzita, conhecido abreviadamente como corredor Vila Luzita), uma nova identificação de código de letra foi criado:

AL – indica linha alimentadora, ou seja, linha que liga um bairro a um terminal no bairro. São Alimentadoras:

Al 110 – Terminal Vila Luzita - Tartaruga da Amazônia

Al 111 – Terminal Vila Luzita - Clube de Campo ABC

Al 112 – Terminal Vila Luzita - Clube de Campo ABC

Al 113 – Terminal Vila Luzita - Recreio da Borda do Campo

Al 114 – Terminal Vila Luzita - Recreio da Borda do Campo

Al 115 – Terminal Vila Luzita - Represa

Al 117 – Terminal Vila Luzita – Vila Rica

Al 119 – Terminal Vila Luzita - Jardim Guarará

Al 125 – Terminal Vila Luzita - C D H U

Al 127 -  Terminal Vila Luzita – Cidade São Jorge

Al 129 - Terminal Vila Luzita – Vila João Ramalho

Al 133 – Terminal Vila Luzita - Jardim Ciprestes

Al 135 – Terminal Vila Luzita - Sítio dos Vianas

 

TR – linha Troncal.  Indica ligação entre um terminal de bairro a um terminal central. Operam nas vias principais da cidade e têm como origem e destino grandes concentrações de demanda. São elas:

TR 101 – Terminal Vila Luzita – Terminal Santo André

TR 103 – Terminal Vila Luzita (via D. Pedro I) - Paço Municipal

TR 141 - Terminal Vila Luzita (via V. Junqueira) – Terminal Santo André

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As linhas do tipo “AL” e “TR” substituíram as linhas “T” da São José que tinham a seguinte denominação:

T35 – Represa – Estação Sto. André

T37 – Represa via Casa Branca – Estação Sto. André

T39 – Clube de Campo – Estação Sto. André

T41 – Vila João Ramalho via v. Junqueira – Estação Sto. André

T43 – Jardim Irene – Estação Sto. André

T45 – Vila Suíça via Cisplatina – Estação Sto. André

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Letra “S” – inicialmente indicava ligação entre bairros do lado leste e a Estação Prefeito Saladino. Eram três:

S36 – Parque Novo Oratório – Estação Prefeito Saladino

S38 – Parque Capuava via av. dos Estados – Estação Prefeito Saladino (extinta)

S48 – Cidade São Jorge – Estação Prefeito Saladino

 

Letra”U” – indica ligação entre um bairro do lado leste e a Estação de Utinga. São apenas duas:

U22 – Estação Utinga via V.Lucinda – Parque Capuava

U26 – Estação Utinga via Tintas Coral – Parque Capuava

Todo este código alfa numérico foi criado em 1990 e vigora até os dias atuais (em alguns casos descaracterizados, sobretudo nas linhas “T”). Esta pintura com padrão parcial vigorou até 1997, quando começou um novo momento no transporte da cidade: a criação da “Onda Azul”. Nesta nova fase, a EPT voltou a ser gerenciadora do transporte e suas linhas começaram a ser operadas por uma empresa privada chamada Nova Santo André. Com a “Onda Azul” criou-se um novo sistema de apresentação visual (padronização total, ou seja, todos os veículos com a mesma cor – totalmente azul com o nome bem grande da EPT na lateral) e bilhetagem nos veículos, mas esta é um outro momento do transporte da cidade.