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Marcopolo Torino: 36 Anos de Muitas Histórias

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Em grandes eventos, exposições e encontros de entusiastas da busologia, o que sempre se escuta nas conversas em geral diz respeito a modelos de ônibus, seja aquele modelo que vende como água no verão ou aquele que fez parte da infância de muitas pessoas, as conversas refletem como bons modelos de ônibus sempre são lembrados por entusiastas.

Texto: Victor Santos
Revisão: Dorival Nunes Bezerra

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Primeira versão do Torino fabricado para o sistema de corredores expresso de Curitiba

Mas há um ônibus que sempre está nas conversas deste pessoal: o Torino - fabricado pela gaúcha Marcopolo desde 1983. Por ele estar há tantos anos em fabricação e em diversas versões, decidimos mostrar um pouco de cada modelo e suas características. Assim ficará mais fácil entender por que ele tornou-se um ícone dos transportes urbanos.

Segunda Versão do Veneza II

Na década de 70, a Marcopolo mantinha em sua linha de produção dois modelos urbanos: o Veneza, lançado em 1970 e o San Remo, lançado em 1976. O sucesso destas carrocerias colocou a gaúcha em uma posição de destaque no cenário urbano.

Primeira versão do San Remo

O San Remo se destacou, sobretudo, quando recebeu uma reestilização. Chamado de San Remo II, essa nova versão ganhou muito destaque em cidades como São Paulo e Curitiba.

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Segunda versão do San Remo fabricado para o sistema de transporte de Curitiba

Essa mudança no San Remo foi muito influenciada graças ao ambicioso Projeto Padron, inspirado em outro grande projeto dos anos 1960 da VOV (Verband Offentlicher Verkehrsbetrieb), uma associação de empresas da Alemanha Ocidental.

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Prototipo do Projeto Padron Marcopolo / Volvo

O objetivo visava padronizar os projetos de ônibus urbano para que o transporte de passageiros fosse feito com mais qualidade e segurança. Seguindo esse mesmo conceito, já utilizado em outros países como Estados Unidos e Alemanha, a Marcopolo fabricou seus modelos Padron com chassi Mercedes-Benz, Scania e Volvo. Não demorou muito para que a fabricante utilizasse essa mudança para projetar seu mais novo modelo.

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Nessa foto é possível comparar as diferenças sutis entre o Torino e San  Remo II

Surgiu então o Torino, uma nova geração de ônibus urbano da empresa lançado em 1983. O modelo chamou muito a atenção das pessoas pela enorme semelhança com o San Remo II, uma vez que a fabricante utilizou muito do projeto Padron como inspiração para sua nova carroceria.  A semelhança com a segunda versão do San Remo era grande, embora o Torino também tivesse algumas características peculiares.

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Primeira versão do Torino lançado em 1983

O modelo foi muito comercializado no Brasil, mas ganhou ainda mais destaque, quando a Marcopolo venceu uma licitação feita pela então CMTC, em São Paulo, para a compra do segundo lote de ônibus Padron a diesel, com chassi da Scania.

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O Torino ganhou destaque na fabricação de 190 unidades do tipo Padron para CMTC

Foram muitas as empresas que adquiriram essa primeira versão do Torino e com diversos tipos de motor, sejam em motor dianteiro, central (no caso dos fabricados pela Volvo), traseiros, trólebus, articulados e ate intermunicipais (Allegro). O sucesso estrondoso fez com que as empresas concorrentes reformulassem sua linha de urbanos para competir com o grande número de ônibus vendidos pela Marcopolo.

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Torino na versão trólebus fabricado para cidade de Belo Horizonte

Embora o número de vendas do modelo tenha sido expressivo (ficou na linha de produção da Marcopolo de 1983 até meados 1988, quando a empresa planejou uma nova versão do modelo e é difícil encontrar alguma cidade por onde ele não tenha circulado, durante estes cinco anos.), atualmente é muito difícil encontrar veículos dessa versão do Torino, uma vez que já se passaram mais de 30 anos de seu lançamento. Os poucos modelos ainda existentes fazem parte de acervos particulares e não de linhas regulares. Mesmo assim, são sempre relembrados por pessoas que vivenciaram a época.

Com o projeto do sistema trólebus de Belo Horizonte cancelado, os veículos ficaram quase 10 anos encostados no pátio da fábrica, parte deles circularam pelas ruas da cidade de São Paulo durante o processo de reforma dos trólebus em 1996

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Após o término da operação na cidade de São Paulo, os trólebus Torino foram para Metra e estão em plena operação no corredor ABD

Uma empresa que ainda possui a versão em operação é a concessionária Metra, que opera o corredor do ABD. As 20 unidades da empresa foram originalmente produzidas em 1985 para o sistema de trólebus de Belo Horizonte. Com a desistência do projeto, os trólebus foram abandonados por um tempo, sendo adquiridos em parte para o sistema de Rosário, na Argentina e outra parte foi comprada pela Metra em 1996. Por um período foram emprestados para a Eletrobus da capital paulista, enquanto acontecia a reforma dos trólebus antigos da capital e, posteriormente, devolvidos à empresa. Os Torinos 1983 da Metra foram reformados em 2011, e perderam muito de suas características originais como faróis e a parte interna. Seguem operando em muitas linhas da empresa que não pretende ainda se desfazer do modelo.

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Todos os Torino Trólebus da Metra passaram por uma reforma recente e tiveram pequenas alterações em seu design

 

Torino LN (1989)

Lançado oficialmente em 1988, a nova versão do Torino utilizou muito das características do seu antecessor. No entanto é fácil perceber as diferenças marcadas a partir de suas próprias características: frente diferenciada e, graças ao novo formato do letreiro, a versão é muito chamada de Torino LN – de Letreiro Novo, sua principal distinção com a versão anterior.

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O letreiro novo é a diferença mais notável nessa versão do Torino

O Torino LN foi oferecido ao mercado em versões dianteira, central, traseira, trólebus, articulada e biarticulada, esta última, uma novidade na época. Também foi oferecido para o transporte intermunicipal (Allegro). Houve versões com os detalhes da janela em ferro, característica muito marcante nessa versão do Torino. O interior não foi muito alterado em relação à versão anterior, mantendo muito dos detalhes na iluminação, assentos e cabine do motorista. Também dificilmente se encontra um modelo desta versão em operação atualmente.

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No inicio dos anos 90 a cidade de Curitiba investiu em novos serviços do transporte coletivo, incluindo o lançamento de veiculo de alta capacidade, o biarticulado, e o Torino LN fez parte desse grande marco histórico

O Torino LN foi fabricado de 1988 até 1994, quando foi substituído pela nova geração de ônibus da Marcopolo: a Geração V, (o “V” representava o “5” em algarismo romano).

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Exposto na 12ª BBF, esse Torino LN da Coletivo Guapiaçu está em plena operação no interior do Rio de Janeiro

Torino GV (1994)

A Marcopolo atualizou a linha de rodoviários em 1992, denominado de geração V, ou GV. Em 1994, o Torino recebeu uma ampla modernização em seu projeto, recebendo um novo conjunto de faróis dianteiros e traseiros, uma nova dianteira, um novo interior e uma nova nomenclatura inclusive, sendo, agora, Torino GV.

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O Torino GV ganha linhas mais modernas e arredondadas

Essa nova geração foi a única a receber uma nomenclatura oficial da empresa além do nome Torino. Embora ainda mantenha muita semelhança com seus antecessores, suas características próprias o tornaram um grande modelo da Marcopolo.

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Torino GV LS desenvolvido especialmente para os corredores expresso de Curitiba

Possuiu versões com motor dianteiro, central, traseiro, articulado, biarticulado, trólebus, Low Entry (o primeiro modelo a receber essa versão com entrada baixa) e intermunicipal (Allegro GV). A versão biarticulada, chamada de Torino LS – Long Size (tamanho grande em português) foi muito produzida para o sistema de Curitiba na para operar nas linhas do Expresso. Também houve a comercialização de uma versão articulada do Torino LS, embora maior parte das versões do LS foi em biarticulados. A versão Long Size possuía detalhes que eram diferentes da versão comum do Torino GV como novo conjunto de faróis dianteiros, que era instalado no para-choque.

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Também houve a versão articulado do Torino GV LS. A Masterbus adquiriu três unidades que operou nos anos 90 na cidade de São Paulo.

Até meados dos anos 2000, ainda era possível encontrar essa versão em operação comercial nas grandes e pequenas cidades, tais como em São Bernardo do Campo, nas linhas mais rurais da SBC Trans, em São Caetano do Sul pela VIPE – Viação Padre Eustáquio e na própria capital paulista nas versões trólebus. Atualmente estão em operação em algumas cidades, na concessionária Metra que adquiriu a versão articulada trólebus em 1997 e na Viação Parque das Nações que mantém algumas unidades em operação. Ficou na linha de produção de 1994 ate 1999. Aos poucos, a versão GV do Torino vai deixando de ser vista pelos passageiros e assim como as versões anteriores, vai ficar somente na lembrança dos passageiros e guardados com muitos colecionadores e empresas que preservam essa versão.

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Inovação para a época, o Torino GV foi a primeira carroceria a receber a versão Low-Entry no Brasil

Torino GV II (1999) 

Faltando apenas um ano para o novo milênio, as fabricantes existentes na época iniciaram um imenso processo de modernização de seus produtos oferecidos ao mercado. Então, ainda em 1999, veio uma nova geração do Torino, nomeado não oficialmente como Torino 1999.

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O Torino GV II foi lançado poucos antes da virada do milênio e do lançamento da família Geração 6 da Marcopolo

Este modelo também trouxe divergências quanto à nomenclatura porque alguns o consideravam Torino G6, outros acreditavam que se tratava apenas de uma reestilização do Torino anterior e, por isso, deveria ser chamado de Torino GV II (teoria esta confirmada em um letreiro de um ônibus em exposição pela própria Marcopolo). Mas a Marcopolo nunca usou o nome “Torino GV II” nos emblemas dos ônibus dessa versão (somente em placas de identificação da carroceria).

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A versão biarticulado chamada de LS, também ganha uma nova frente e traseira

Embora tenha alguns traços da versão anterior, existem muitas diferenças neste atual modelo como o novo conjunto de faróis dianteiros e traseiros (sendo agora mais arredondados) e um desenho da parte dianteira mais arrojado, assim como as laterais.

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No Torino GV II LS, a traseira é diferente das demais versões do modelo

Também foi comercializado com diferentes opções de motores (dianteiro, central e traseiro), assim como em versões piso baixo, articulado e Long Size (biarticulado) e intermunicipal. Não houve versões em trólebus dessa geração.

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Também foi fabricado na versão Low-Entry (Piso Baixo)

O biarticulado dessa versão, assim como na versão GV, possuía faróis dianteiros e traseiros diferentes da versão comum. Os faróis dianteiros agora eram um conjunto único (na versão normal eram separados) e a traseira recebeu um desenho diferente da tradicional, sendo mais arredondada. Somente em Curitiba foi comercializado a versão Long Size deste Torino.

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Versão articulado do Torino GV II. É possível encontrar esse modelo operando em cidades como Curitiba

Embora não seja um ônibus tão antigo, nos últimos anos, o Torino 1999 tem sido retirado de operação por muitas empresas no Brasil. Ainda é possível encontrar alguma unidade prestando serviços em poucas cidades, operando ao lado dele versões mais recentes.

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Há poucas diferenças entre o Marcopolo Torino GV II e o Ciferal Turquesa

Uma curiosidade é que a extinta Ciferal começou a fabricar o modelo Turquesa logo após a aquisição pela Marcopolo. O Turquesa, embora um modelo distinto, utilizou muito do desenho do Torino GV II, modificando apenas os para-choques, a máscara dianteira e o desenho da parte traseira. Era na verdade, uma versão do Torino com a marca da Ciferal. O Turquesa foi “substituído” pelo Citmax, último modelo fabricado com nome da Ciferal, que era uma versão mais compactada do Torino GV II.

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CitMax pode ser considerado uma versão compactada do Torino GV II com a marca Ciferal

Torino G6 (2007)

As novas necessidades dos anos 2000 cobraram das fabricantes de carroceria modelos mais robustos e economicamente bons para a manutenção e operação.

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Depois de 6 anos do lançamento da família Geração 6, a Marcopolo lançou em 2007 o Torino G6

Gran Viale, lançado em 2004, acabou por se tornar forte inspiração para a nova reestilização da linha Torino. Era lançado em 2007 a mais nova versão da carroceria, nomeada pelos representantes e empresas de Torino 2007, ou Torino G6 para os demais. O modelo tinha um novo desenho interno e externo, contendo um novo conjunto de faróis dianteiros e lanternas traseiras, inspirados totalmente no Gran Viale, acabamento interno mais arrojado, detalhes refeitos e um custo operacional mais barato.

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Nessa imagem é possível fazer as comparações entre o Gran Viale e Torino G6

Além de um novo desenho, o Torino G6 foi o primeiro da linha Torino a não ser oferecido com motor traseiro ou central (isso era opcional em todas as versões anteriores). Também foi o único a não possuir versões low entry e biarticulado. Somente a versão com motor dianteiro, convencional ou articulado, foi oferecida às empresas.

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Na traseira a diferença mais notável é a moldura das lanternas

Mas isso não desanimou as empresas que adquiriram muitas unidades do modelo ao longo dos oito anos em que esteve na linha de fabricação. Praticamente todas as grandes cidades ou empresas de todo o país do transporte urbano adquiriram a versão 2007 do Torino, tornando-o um verdadeiro sucesso.

 

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Gran Viale na versão hibrido com piso baixo total operado na cidade de São Paulo

Em 2014, foi lançada a nova geração do Torino, sendo nomeado de Torino 2014 pelas pessoas, embora, na época do lançamento a Marcopolo o tenha nomeado como New Torino. O Torino G6 foi fabricado até meados de 2015, mesmo com o novo Torino já sendo oferecido pela Marcopolo, devido ao número de encomendas pelas empresas ao modelo 2007 até então. Por ser um modelo novo ainda, é possível encontrar muitas unidades em operação em diversas cidades, inclusive nas capitais. Foi fabricado de 2007 ate 2015, sendo até então o Torino com maior tempo de fabricação da Marcopolo.

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O Torino G6 podemos dizer ser a versão básica do Gran Viale com motorização dianteira

Torino G7 (New Torino)

Em 2012, a Marcopolo havia oficialmente lançado seu mais novo modelo urbano para a nova geração: o Viale BRT. O modelo foi projetado pensando no mercado de BRT – Bus Rapid Transit que crescia no país e exterior. Substituiu o Gran Viale da linha de fabricação da empresa. Como era necessária uma remodelagem na linha Torino para acompanhar a nova geração da empresa, foi lançado o New Torino pouco tempo depois.

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Em 2014 O Torino chega a família G7 da Marcopolo com o New Torino

O New Torino ou Torino 2014 foi projetado utilizando muito do design do Viale BRT que inspirou a parte externa e interna. Seu projeto foi destaque em muitas exposições pelo fato de não lembrar nenhum pouco as versões anteriores, um projeto totalmente novo e futurista. Desde os faróis ate o sistema de iluminação do salão de passageiros foi modificado e renovado, deixando o Torino G7 muito mais arrojado e detalhado que seus antecessores.

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O Torino G7 foi inspirado no designer do Viale BRT

Como as empresas sempre procuram o menor custo de manutenção possível, o Torino G7 buscou simplificar o acabamento para não aumentar o custo operacional das empresas, mas sem deixar suas características marcantes como as linhas curvas e suaves da carroceria. Também recebeu o DRL de fábrica como o Viale BRT, que é a Luz de Rodagem Diurna no conjunto de faróis dianteiros.

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Torino G7 em operação na cidade de Santo André, Região Metropolitana de São Paulo

A versão foi um sucesso de vendas, mesmo com a acirrada competição com os modelos das concorrentes. As empresas mais tradicionais do setor adquiriram muitas unidades da versão, sobretudo as que sempre foram compradoras tradicionais da Marcopolo. O sucesso da carroceria foi tão grande que o modelo acabou despertando o interesse de empresas que não compravam Marcopolo no passado o que ampliou mais ainda sua aceitação no mercado.

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O Torino Express é uma versão mais econômica do BRT

Em 2015, um ano após o lançamento da nova versão, foi lançado ao mercado o Torino Express. Essa variante foi projetada para atender ao mercado de sistema BRT que precisava de um modelo mais economicamente acessível, mesmo que o Viale BRT tenha vendido muito em boa parte do país. O Torino Express é oferecido com apenas duas opções de chassi, todas articuladas e com piso alto: Em Volvo, modelo B340M, e Mercedes-Benz, modelo O-500 MA. Junto com o lançamento do Torino Express, a Marcopolo também passou a oferecer ao mercado as versões do New Torino com motor traseiro, em piso baixo (Low Entry), e na versão elétrica com chassi da chinesa BYD. Antes do lançamento dessas variantes, o New Torino era somente oferecido com motorização dianteira e as encomendas de versões padron, articulado e biarticulado eram somente oferecidas com modelo Viale BRT.

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O Torino Low-Entry é a versão com motorização traseira com piso baixo na dianteira

Atualmente, o New Torino está sendo amplamente fabricado pela Marcopolo, o que faz o seu legado continuar por muito mais anos. Em 2019, a linha Torino completa os seus 36 anos em fabricação. Este é o modelo de ônibus que está há mais tempo em fabricação.

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A versão Low-Entry do Torino também é disponivel no chassi elétrico da BYD

Em 2017, a Marcopolo lançou o Torino S, uma versão ainda mais simples do Torino para oferecer às empresas que querem um custo operacional ainda mais baixo que o Torino G7. Ofertado apenas em motor dianteiro, no início muitos acreditavam que a Marcopolo iria encerrar a fabricação da versão de 2014 em favor do Torino S, mas atualmente as duas versões seguem em fabricação.

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Lançamento do Torino S em 2017, uma versão com foco na manutenção mais barata

O Torino S possui um projeto mais simples para a parte interna e externa, inclusive em sua iluminação e faróis dianteiros e lanternas traseiras, recebendo um desenho mais simples. Essas modificações foram feitas focando no mercado carioca, mas acabou sendo adquirido por muitas outras empresas em outros estados. Alguns desses novos itens foram utilizados nos Torino G7, agora conhecido por alguns como Torino “standard”.

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Torino S da Viação Bertioga exposto na 12ª BusBrasil Fest

Com todo este histórico desta carroceria fica evidente que um modelo bem fabricado e bem projetado atravessa gerações. Com a concorrência cada vez mais competitiva, o mercado sempre instável e diversos outros fatores, o Torino ainda é o modelo de maior sucesso entre as empresas e deve continuar em uma posição de destaque no setor urbano por mais alguns anos.