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Alguns reclamam da falta de segurança e do movimento da via. Ponto saiu da Rua Alvorada após confusão e reclamação dos moradores.
Juliana Cardilli Do G1, em São Paulo
A mudança do ponto de embarque e desembarque de fretados da Rua Alvorada para a Avenida dos Bandeirantes, ambas na Zona Sul de São Paulo, dividiu as opiniões dos passageiros dos veículos na manhã desta terça-feira (28), segundo dia das restrições ao transporte na cidade. O ponto foi alterado devido aos problemas enfrentados por motoristas, passageiros e moradores da Rua Alvorada na segunda-feira (27). Nesta terça, o embarque e o desembarque passaram a ser feitos em um ponto de ônibus intermunicipais na Avenida dos Bandeirantes, altura da Rua Doutor Manuel da Rocha Passos Filho, com capacidade de parada para quatro veículos. A via é uma das mais movimentadas e importantes da cidade. Durante a manhã, formou-se uma fila de ônibus no local, que se estendeu pela faixa da direita do sentido Marginal Pinheiros da avenida. “Achei péssima a mudança, não tem segurança, não tem infraestrutura. Os ônibus têm que parar muito rápido, se a pessoa está dormindo pode perder o ponto, fora o perigo à noite”, disse o gerente de investimentos Diego del Rio Orlandi, de 23 anos. Orlandi mora na Zona Leste e trabalha na Vila Olímpia, Zona Sul. Antes, parava em frente ao trabalho. Agora, precisa fazer uma longa caminhada. “A avenida é muito movimentada, pode ocorrer um acidente com tantos ônibus parados. Já que há restrições, eu preferia o ponto na Rua Alvorada mesmo, é mais fácil como ponto de encontro”. Uma das poucas pessoas que não teve que mudar muito sua rotina, a assistente de projetos Fabiana Rodrigues, de 28 anos, prefere a parada na Avenida dos Bandeirantes. Na segunda, com receio de problemas no primeiro dia das restrições, ela preferiu ir até o trabalho, em Barueri, na Grande São Paulo, de carro. “Me disseram que ficou muito bagunçado e tumultuado na Rua Alvorada, o fretado até atrasou 20 minutos para chegar. A Bandeirantes para mim é ótimo, eu já pegava o fretado aqui, estou acostumada”, contou. Já o analista de sistemas Yuki Hiro, de 48 anos, lembrou que nos dois pontos há problemas para setores diferentes. “Na Rua Alvorada atrapalha os moradores, na Bandeirantes vai atrapalhar os carros”, afirmou. Para ele, a mudança não fez muita diferença – com as restrições, ele passou a ter que sair de carro até o ponto do fretado, pagando estacionamento. Antes, pegava o ônibus a duas quadras de casa.
Fonte: G1 - www.g1.globo.com